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Meu
nome é Ana Cristina, sou casada, tenho duas filhas, sou
católica, meu aniversário é dia 31 de maio.
Gosto muito de artesanatos, odeio inveja, falsidade e traição.
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Diferenças não são defeitos
Sendo cada ser humano único e diferenciado,
só existe um modo de possibilitar
a vivência a dois: o conhecimento e o respeito
das diferenças de cada um,
que precisam ser aceitas e ajeitadas pelo casal.
Só assim a riqueza das diferenças do casal
pode criar algo novo e especial na relação.
Se duas pessoas são distintas, pensam
de modos diferentes e atuam em estilos diversos, sua união pode oferecer mais alternativas
e maiores possibilidades, já que a soma das
experiências e características do casal
é bem maior do que seria,
caso eles fossem muito parecidos.
É comum os dois desejarem coisas diferentes,
simultaneamente. Pode ser que um queira
comprar novos móveis e o outro fazer uma viagem.
Em vez de ficar dizendo um ao outro que o desejo
dele é bobagem, é muito mais eficaz organizar
o orçamento familiar,
de forma a conseguir atender aos dois.
Não adianta querer convencer o outro de que a
vontade dele é desnecessária e sem razão,
porque isso vai acabar gerando insatisfação e
produzirá focos de conflitos em outras áreas.
É fundamental termos claro, em nossas mentes,
as coisas em que somos diferentes um do outro
e o que é de real importância modificarmos,
para que o relacionamento não apenas sobreviva,
mas seja um crescer contínuo.
É importante saber que o limite que cada
um de nós tem hoje, tanto poderá ser mantido,
como poderá evoluir e aumentar as possibilidades
de aceitação e mudança.
Isto será um passo à frente do ponto de equilíbrio,
em busca do encontro com o amor.
Mas se você usa a fórmula de encontrar defeitos
nas outras pessoas para livrar-se de situações
embaraçosas, que você não quer enfrentar,
pergunte-se como estará daqui a dez anos se
continuar com esta conduta. Por acaso, para
dissolver qualquer tipo de vínculo amoroso, você começa a colocar defeitos no parceiro ou então
procura outra pessoa, fora da relação,
para servir de “carona”?
Caso você queira evitar intimidades e
se esquivar de uma entrega à alguém,
a solução mais fácil é encontrar defeitos.
Isso porque, se o outro tem muitos defeitos,
você se sente especial, com mais qualidades,
e assim, está se valorizando
à custa dos defeitos dele.
Não necessitamos destruir ninguém para sermos
livres, valorizar-nos, ou para decidir se é bom
ou ruim nos entregarmos inteiramente a alguém.
Geralmente a pessoa que põe defeito no outro
guarda uma tristeza, lá do passado.
Possivelmente, alguém a criticava muito
quando criança. A maior parte dos nossos
comportamentos são aprendidos,
e muito do que se considera defeito,
na verdade, é apenas diferença.
Quando duas pessoas estão empenhadas
em manter uma relação saudável e gratificante,
ambas fazem mudanças e concessões.
Uma das coisas mais importantes,
e lamentavelmente raras na relação,
é perceber que o outro mudou.
Os dois mudam e crescem juntos,
ou a mudança e o crescimento apenas de um
vai ameaçar muito o ponto de equilíbrio do outro.
Portanto, é básico, na caminhada para o amor,
que o casal programe seus passos
o mais próximo possível um do outro.




A perfeita oração de um coração
Montado em seu cavalo, um rico fazendeiro dirigia-se à cidade como fazia freqüentemente, a fim de cuidar de seus negócios.
Nunca prestara atenção àquela casa humilde, quase escondida no desvio da estrada e, naquele dia, experimentou a insistente curiosidade.
Quem morava ali?
Cedendo ao impulso aproximou-se contornou a residência e, sem desmontar, olhou por uma janela aberta e viu uma garotinha de aproximadamente dez anos, ajoelhada, mãos postas, olhos lacrimejantes.
Ele então pergunta:
- Que fazes você aí minha filha?
- Estou orando a Deus pedindo socorro! Meu pai morreu, minha mãe está muito doente e meus quatro irmãos têm fome.
- Que bobagem, o céu não ajuda ninguém. Está muito distante. Temos que nos virar sozinhos.
Embora irreverente e um tanto rude, era um homem de bom coração. Compadecendo-se, tirou do bolso uma boa soma de dinheiro e entregou à menina.
- Aí está. Vá comprar comida para os irmãos e remédio para a mamãe e esqueça a oração.
Isto feito, retornou à estrada. Antes de completar duzentos metros, decidiu verificar se sua orientação estava sendo observada, mas para a sua surpresa, a pequena devota continuava de joelhos.
- Ora essa menina, porque não vai fazer o que recomendei? Não lhe expliquei que não adianta pedir?
Então a menina feliz respondeu:
- Já não estou mais pedindo. Estou apenas agradecendo. Pedi a Deus e ele enviou o senhor.
Muita oração, muito poder.

